segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CAMPO VERDE




É um campo verde e vasto,
Sozinho sem saber,
De vagos gados pasto,
Sem águas a correr.
Só campo, só sossego,
Só solidão calada.
Olho-o, e nada nego
E não afirmo nada. 
Fernado Pessoa

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

BORBOLETA CORUJA




O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.

Mário Quintana

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

João de Barro




Fiz um rancho na beira do rio
Meu amor vem comigo morar
E nas redes nas noites de frio
Meu bem me abraçava para me agasalhar

Mas agora, meu Deus, vou-me embora
Vou-me embora não sei se vou voltar
A saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio
Já vem se abrigar

A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente, morena
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente

João de Barro e António Almeida

A natureza e a janela


A janela não é grande, mas mesmo assim pode-se admirar vários tons, formas e espécies naturais através dela.

Nicete Campos - Ag. Mais Interior

Cabeça de Frade




Assim como a planta de cacto, tão áspera, tão espinhosa, aparentemente tão seca e estéril... mas que oculta um poder quase divino de expor à natureza tão sublime e delicada flor...
 
Assim também os seres humanos podem ocultar por trás de uma aparente secura, uma alma especial, o bem, a bondade, o dom de perfumar existências, de contribuir com frutos de solidariedade para um mundo melhor.

Oriza Martins

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BELEZA FEMININA



Entre as prendas com que a natureza
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza
A beleza das flores realça em primeiro lugar
É um milagre do aroma florido
Mais lindo que todas as graças do céu
E até mesmo do mar
(Vinicius de Moraes)

MORRO DA PONTA AGUDA - ITATIM - BA



Seu nome deve-se a uma elevação geográfica próxima à cidade, cujo nome é Morro da Ponta Aguda, que em Tupi-Guarani significa "Itatim".

A região inicialmente foi habitada por índios cariris e sabujás, que foram gradativamente expulsos por Bandeirantes que penetraram a região.

LUAR DO MEU SERTÃO








Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão

Oh que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade, do luar lá do sertão!
Se a lua nasce por detras da verde mata
Mais parece um sol de prata, prateando a solidão
E a gente pega na viola e ponteia
E a canção e a lua cheia, a nascer no coração

Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão

Quando vermelha no sertão desponta a lua
Dentro da alma flutua, tambem rubra nasce a dor
E a lua sobe e o sangue muda em claridade
E a nossa dor muda em saudade
Branca assim da mesma cor

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

No meio do caminho tinha uma pedra




No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.